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Pesquisa revela que muitas mulheres que trabalham em órgãos de segurança em AL já sofreram algum tipo de assédio

Por Naldo Cerqueira em 08/09/2021 às 13:02:30
Dados mostram que muitas mulheres não denunciam seus superiores por medo de represália. Pesquisa foi feita com profissionais da PM, PC, Corpo de Bombeiro, Polícia Penal e Perícia Oficial. Muitas profissionais dos órgãos de segurança contam que não fazem denúncias por medo de represália

Reprodução

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) divulgou nesta quarta-feira (8) os resultados de uma pesquisa realizada em conjunto com a Faculdade de Direito da Universidade Federal (Ufal) e que mostra que muitas mulheres que trabalham em órgãos de segurança do estado já sofreram algum tipo de assédio.

A pesquisa foi feita com profissionais da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Perícia Oficial e Corpo de Bombeiros entre 2020 e 2021.

Polícia Militar

77,1% das mulheres dizem que já foram vítimas, presenciaram ou tomaram conhecimento da prática de assédio sexual dentro da corporação

44,4% desses assédios tendo sido praticados por superior hierárquico

Polícia Civil

52,4% declararam que já foram perturbadas no trabalho em razão do seu gênero

34,4% das policiais alegaram ter se sentido constrangidas por um superior hierárquico que cometeu assédio sexual, e quase 29% dessas abordagens ocorreram no próprio ambiente de trabalho

Corpo de Bombeiros

46,9% das mulheres afirmaram ter sofrido assédio sexual, tendo 35,7% deles ocorrido dentro do ambiente de trabalho

69,4% das bombeiras alegaram já ter sido vítimas de comportamento sexual inadequado

Polícia Penal

50% das mulheres foram vítimas de assédio sexual e, desse total, 39,1% dos casos foram praticados dentro das unidades prisionais alagoanas e em torno de 18% vieram de homens com cargos de chefia

Perícia Oficial

24,6% das mulheres admitiram ter sido vítimas de assédio sexual, com quase 37% dos casos tendo ocorrido por parte de um superior com cargo de comando

A promotora a de Justiça Karla Padilhar ressaltou a dificuldade de recolher os depoimentos dessas mulheres, que temem represália no ambiente de trabalho.

“Muitas mulheres alegaram ter medo de responder ao questionário porque, em sua grande maioria, possuem patentes inferiores ou são subordinadas aos chefes que são homens, ou seja, ficou evidenciada a força da hierarquia na concretização de práticas assediadoras"", disse Karla Padilha.

Campanha de combate ao assédio

Para ajudar as vítimas, o MPE lança nesta quarta-feira (8) uma campanha de combate ao assédio nos órgãos de segurança do estado. O objetivo é chamar a atenção para o tema, fiscalizar e prestar assistência a essas mulheres.

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Fonte: G1AL

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