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JHC, candidato a prefeito de Maceió no segundo turno, é entrevistado no AL2

Por Naldo Cerqueira em 24/11/2020 às 20:18:22
Sequência de entrevistas foi definida em sorteio. Na segunda (23), o candidato Alfredo Gaspar (MDB) foi o primeiro entrevistado. Candidato a prefeito de Maceió no segundo turno, JHC é entrevistado no AL2

O AL2 entrevistou ao vivo nesta terça-feira (24) o candidato à prefeitura de Maceió JHC (PSB)

A participação do candidato faz parte de uma série de entrevistas que a TV Gazeta realizou com os candidatos a prefeito que disputam o segundo turno das eleições, seguindo ordem de sorteio. A rodada foi aberta na segunda (23) com o candidato Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB).

A entrevista foi feita pelo apresentador do AL2, Filipe Toledo.

Filipe Toledo - Boa noite, obrigado por ter aceitado nosso convite. Vamos começar falando de mobilidade urbana nesse momento. Como fica a passagem de ônibus caso o senhor seja eleito?

JHC - Boa noite Filipe. Eu gostaria de dar um boa noite especial ao Benedito Bentes que, ao contrário do que o candidato Alfredo Gaspar afirmou, que o Benedito Bentes fica no final do mundo, para mim o Benedito Bentes é prioridade assim como as grotas. E nós vamos, Filipe, no transporte público, acabar com a máfia no transporte público. Nós vamos, no primeiro dia de governo, decretar a diminuição da passagem. Nós vamos reunir o Conselho Municipal de Transporte Público para que as empresas sejam obrigadas a cumprir o contrato que fizeram com Maceió. Nós não vamos passar a mão na cabeça de donos de empresa de ônibus. Então, essa será uma prioridade nossa para que um melhor serviço seja prestado e traga melhor qualidade de vida à população.

Filipe Toledo - E essa passagem deve ficar em quanto?

JHC - Até 30%. Nós vamos diminuir até 30% da passagem de acordo com as linhas que rodam hoje, com a qualidade dos nossos ônibus.

Filipe Toledo - Mas o que vai definir isso? Se vai definir um decreto logo, como o senhor citou, quando for eleito imagino que esse decreto já vai trazer o novo preço da passagem. Esse estudo não foi feito ainda?

JHC - Esses estudos vão ser feitos para que a gente possa, durante esse período de análise, que é de aproximadamente 15 dias , nós possamos a partir daí definir e estabelecer qual é a redução da passagem. Essa será uma medida cautelar até que as empresas de ônibus provem para nós, para o prefeito de Maceió e para toda população, que o que eles estão cobrando é uma tarifa justa e de acordo com o edital de licitação, a permissão que o poder público deu às empresas de ônibus.

Filipe Toledo - Foi feita uma consultoria mostrando que o sistema está desequilibrado. Isso não é um privilégio de Maceió mas de várias capitais do país. A conta não fecha. Como garantir que com essa redução o sistema não vai entrar em colapso e a população ficará desassistida como aconteceu já em Salvador, numa época que os empresários entregaram os coletivos?

JHC - É curioso, né? A conta não fecha mas eles também não saem e também não pagam outorga e também não pagam os impostos para Maceió. Portanto, o prefeito de Maceió não pode estar passando a mão na cabeça de donos de empresas de ônibus enquanto persegue taxistas, condutores de aplicativo, motoristas em geral. Então nós vamos tratar o transporte público com seriedade. Nós temos um modelo em Goiânia que funciona muito bem, que é autorizando os transportes complementares. Os conjuntos, por exemplo, do Benedito Bentes, quando você sai do Caetés ou do Fredi Damião, você iria direto para o terminal central, que hoje dura 40 ou 50 minutos. Iria durar 10, 15 minutos no máximo. Os corujões também. Muita gente que trabalha de madrugada fica sem ônibus, aos finais de semana e também nos feriados. Então tem vários modelos que funcionam em todo país e a gente vai estar implantando sistemas parecidos. Nós vamos mudar o transporte público municipal.

Filipe Toledo - Candidato, na infraestrutura nós temos quatro bairros em situação de calamidade pública decretada pelo município. Eu pergunto: a situação da Defesa Civil Municipal é importantíssima na assistência e no socorro dessas famílias, não só nos bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto, mas também nas encostas e nesse suporte todo. Como o senhor pretende equipar a Defesa Civil municipal para dar essa assistência todos os anos a toda Maceió?

JHC - Filipe, com isso posso falar com propriedade porque eu sou presidente da Comissão Externa que fiscaliza os afundamentos nesses quatro queridos bairros: Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto. Eu conheço o Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Coronel Alexandre. Nós vamos executar o PAE, que é o plano emergencial do governo federal e nós vamos, através da indenização que nós vamos ter da Braskem, criar um fundo de amparo ao morador. E esse fundo de amparo nós vamos utilizar também para comprar os equipamentos mais essenciais que nós vamos precisar para fazer a proteção civil de Maceió. Nós precisamos investir mais na Defesa Civil, a gente precisa aumentar o efetivo e nós temos que ter hoje, diante da situação, uma das defesas civis mais modernas do mundo.

Filipe Toledo - Então, a Defesa Civil fica refém dessa indenização da Braskem?

JHC - Não necessariamente. Concomitantemente, nós poderemos, além de ter aporte de recursos priorizados dentro do orçamento municipal, nós temos também a ajuda do governo federal, que é um ente parceiro nessa situação, até porque foi o governo federal, através da Agência Nacional de Mineração, que concedeu as licenças, então tem responsabilidade. Vai fazer investimentos junto com o município e nós vamos cobrar de forma célere essa indenização como já tem sido feito, mas ainda de forma muito tímida. Já avançou um pouco a Defesa Civil, mas eu preciso ir muito além para a gente garantir a proteção integral desses quatro bairros que afetaram toda a nossa cidade.

Filipe Toledo - A Defesa Civil será ocupada por técnicos ou conveniência política?

JHC - Indicação técnica. Competência técnica. A gente não pode brincar com vidas ainda mais numa situação como essa. Tem que ter muita responsabilidade e isso eu vou saber fazer.

Filipe Toledo - Candidato, eu gostaria de abrir o espaço para que o senhor faça suas considerações finais, para que se dirija ao eleitor.

JHC - Quero ser prefeito de Maceió para que Maceió não continue como está. Nós temos que mudar, mudar a saúde, mudar a educação, mudar o transporte público de Maceió. Nós precisamos mudar as pessoas que estão lá. Então, para mudar, no domingo é 40 neles. Por isso eu estou aqui, para pedir o seu voto.

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Fonte: G1AL

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