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PC ouve depoimento de 4 PMs que estavam em blitz que resultou na morte de empresário em Arapiraca

Por Naldo Cerqueira em 08/12/2022 às 17:18:53
Policiais foram ouvidos na Deic. Marcelo Barbosa foi atingindo nas costas por um tiro de fuzil durante perseguição. Mais dois policiais devem prestar depoimento na sexta-feira. Polícia Civil ouviu depoimento de quatro policiais que estavam em blitz

Ascom

A Polícia Civil ouviu nesta quinta-feira (8) o depoimento de quatro policiais militares que participaram da blitz, que resultou na morte do empresário Marcelo Leite Barbosa. O depoimento de mais dois policiais está previsto para sexta-feira (9).

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Os PMs foram ouvidos no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) por uma comissão formada por três delegados designados para apurar o caso. O delegado Sidney Tenório, que faz parte da comissão, disse que enquanto as investigações estiverem acontecendo o caso segue em sigilo.

Entre os dois depoimentos previstos para a sexta-feira, está o do PM que atirou em Marcelo.

"A comissão ouviu hoje esses quatro policiais militares, mas, como o conteúdo é sigiloso, foi decidido que somente haverá novo pronunciamento quando tiver algo mais concreto", disse o delegado.

Marcelo Barbosa tinha 31 anos e morreu em hospital de Arapiraca

Arquivo pessoal

Marcelo foi atingido nas costas por um tiro de fuzil durante a abordagem policial e ficou dias internado em um hospital em Arapiraca . Depois, ele foi transferido, em estado grave, para um hospital em São Paulo, onde faleceu na segunda-feira (5).

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Na versão dos policiais, o empresário dirigia em rodovia em alta velocidade e se negou a parar na blitz. Os policiais contam que ele estava armado e que tentou atirar contra a guarnição. Essa versão, no entanto, é contestada pela família de Marcelo, que garante que a arma encontrada no veículo do empresário foi implantada pelos PMs.

A comissão de delegados já ouviu familiares e também cinco testemunhas que presenciaram a abordagem dos policiais. De acordo com Tenório, as versões dessas testemunhas contradizem o que foi dito pelos PMs.

"Até então, a gente tinha a versão somente dos policiais, que dizem que atiraram em legítima defesa porque o Marcelo tentou atirar contra eles. Mas os depoimentos das testemunhas dizem outra coisa", disse o delegado.

As armas dos policiais, assim como a arma apresentada por eles como sendo a de Marcelo, vão ser todas periciadas. Já a reprodução simulada do caso vai ser feita pela Polícia Científica.

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