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Bloqueio de R$ 9,5 milhões da Ufal compromete compras e pagamento de contratos, diz reitor

Por Naldo Cerqueira em 02/12/2022 às 13:13:53
Com orçamento reduzido, reitor da Ufal diz que não sabe como honrar compromissos em 2023. Bloqueio de recursos feito pelo governo federal compromete funcionamento da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) em 2023

Reprodução/TV Gazeta

O bloqueio feito pelo Ministério da Educação (MEC) de R$ 9,5 milhões no orçamento da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) vai impactar diretamente no ensino superior. Em entrevista ao g1 nesta sexta-feira (2), o reitor Josealdo Tonholo disse que "as aulas de campo ficam automaticamente suspensas” em 2023 por causa da falta de verbas para compras e pagamento de contratos de longo prazo.

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O Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) divulgou no final de novembro que o governo federal bloqueou verbas de universidades e institutos federais. Na última quinta (1), o MEC desbloqueou os R$ 366 milhões, mas horas depois os recursos foram novamente bloqueados pelo governo de Jair Bolsonaro (PL).

O Ministério da Educação (MEC) não se pronunciou sobre o tema.

É o segundo anúncio de corte para as universidades federais em menos de 2 meses. O reitor da Ufal diz que isso compromete muito o funcionamento da universidade em 2023, principalmente compra de combustível e diárias de motoristas para o transporte dos alunos que teriam aulas de campo.

“De imediato a gente tem aulas que precisam de aulas de campo, precisam de veículos, precisam de motoristas, de carro funcionando, de combustível... Sem o dinheiro, não tem manutenção, não tem como manter os carros funcionando, não tem combustível, não tem como pagar a diária dos motoristas", explicou o reitor.

Reitor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Josealdo Tonholo

Reprodução/TV Gazeta

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O período atual não será afetado pelo novo corte na Ufal, mas, de acordo com o reitor, não há garantia de funcionamento da universidade em 2023. “Não temos recursos para honrar nossos compromissos. Tudo vai estar comprometido para o ano que vem”.

“Neste momento estamos com um apagão no campus de Arapiraca por falta de um transformador que a gente não conseguiu comprar, porque não tinha limite de empenho [recursos]. Então vamos ficar pelo menos 3 ou 4 dias com o campus totalmente desligado, com prejuízo nas aulas noturnas”, disse o reitor.

“Com relação aos funcionários tercerizados, a limpeza, a segurança, os motoristas em particular, até o final do ano o pagamento está garantido, por que já empenhamos esses recurso em contratos continuados para este ano de 2022. No entanto, não temos ainda a expectativa orçamentária compativa com as despesas de 2023”, afirmou.

Sem os funcionários tercerizados, a manutenção, como jardinagem, segurança e limpeza dos campi, fica comprometida. Tonholo explicou que a hipótese da falta deles é incabível.

“Nunca aconteceu no sistema federal e nem pode acontecer agora. Nós temos empresas boas, confiáveis, que têm elementos contratuais que elas precisam garantir o funcionamento das atividades no campus por até 3 meses independentemente do pagamento. Se a coisa se agravar muito, aí a gente vai ter que pensar em atitudes mais drásticas, mas que no momento são impensáveis”, avaliou o reitor.

No último bloqueio de verbas, de R$ 4,8 milhões, em outubro deste ano, a universidade cortou a reposição do pessoal tercerizado, como medida de economia, reduzindo o número de funcionários.

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*Sob supervisão de Cau Rodrigues

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