Personalizados

Ufal aprova reserva obrigatória de vagas para pessoas trans, refugiados e assentados na pós-graduação

Por Naldo Cerqueira em 10/09/2022 às 17:14:51
Decisão foi aprovada pelo Conselho Universitário (Consuni); 10% das vagas dos editais serão reservadas para esse público. Ufal amplia cotas nos cursos de Pós-graduação para pessoas Trans, refugiados e assentados.

Reprodução/TV Gazeta

O Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) aprovou a reserva obrigatória de 10% das vagas nos Programas de Pós-graduação Stricto sensu e os cursos de Pós-graduação Lato sensu para pessoas Trans (transgêneros, travestis e transexuais), refugiados e assentados. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (9).

Compartilhe no WhatsApp

Compartilhe no Telegram

Com a Resolução aprovada pelo Consuni, a Ufal passa a ter na pós-graduação:

20% de cotas para negros

10% para indígenas

10% para pessoas com deficiência

10% para trans, refugiados e assentados

10% para servidores da Universidade

Desde 2016 a Ufal adota o sistema de cotas a partir de uma portaria que apresentou propostas para estimular uma maior democratização do acesso aos negros, indígenas e pessoas com deficiência.

“Esperamos que as cotas sejam continuadas na graduação e nos processos seletivos para servidores docentes e técnicos-administrativos. Assim, a Ufal dá mais um passo contra as práticas discriminatórias e preconceituosas inimigas dos princípios democráticos de convivência social”, disse o professor Walter Matias, que conduziu a proposta de ampliação das vagas junto com a professora Débora Massmann (PPGL/Neabi).

Os novos editais já vão considerar a Resolução e garantir a reserva de vagas para esse público sempre que o número de vagas totais for igual ou superior a três.

Como critério de inscrição, será utilizada a Auto Declaração para Pessoa Trans (Transgêneros, Transexuais e Travestis), e no caso de assentados, são consideradas as pessoas que habitam assentamento de reforma agrária e em um conjunto de unidades agrícolas, instaladas pelo Incra em um imóvel rural. Nos dois casos é necessário que o candidato seja oriundo de família com renda igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo e tenha concluído ensino médio em escola pública.

Já os refugiados devem apresentar, no ato da inscrição, documento expedido pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), devidamente reconhecido pelo Governo brasileiro.

Assista aos vídeos mais recentes do g1 AL

Veja mais notícias da região no g1 AL

Comunicar erro
LOTERIA MARAGOGI

Comentários

Personalizados
TV