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Maceió tem R$ 722 mil parados por falta de plano para indígenas venezuelanos refugiados

Por Naldo Cerqueira em 23/06/2022 às 19:41:11
Recursos devem ser utilizados em ações de acolhimento. MPF deu prazo de 40 dias para que o documento seja elaborado, evitando que dinheiro seja devolvido. Imigrantes pedem comida nas ruas da capital. Indígenas venezuelanas pedem alimentos e fraldas nas ruas de Maceió

Reprodução/TV Gazeta

O Município de Maceió recebeu R$ 722 mil em recursos federais destinados à população indígena refugiada e migrante venezuelana, mas a verba está paralisada por falta de um plano de execução por parte da Prefeitura. A informação foi divulgada pelo Ministério Público Federal em Alagoas (MPF-AL), nessa terça-feira (22) durante reunião para tratar das demandas dos indígenas da etnia Warao.

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Participaram da reunião representantes da Defensoria Pública da União (DPU), do Ministério da Cidadania, da Fundação Nacional do Índio (Funai), da Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), da Caritas Arquidiocesana de Maceió (AL), além da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), que fez a convocação.

O MPF deu prazo de 40 dias para que o Município, através da Semas, apresente o plano definitivo com as primeiras ações empregadas com os recursos federais já disponíveis.Além disso, a secretaria deve publicar no Diário Oficial o chamamento para consulta prévia e informada dos beneficiários.

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O procurador da República Érico Gomes, reforçou a importância de que o documento seja elaborado com a máxima urgência para evitar que os recursos sejam devolvidos.

“Considerando a situação de vulnerabilidade que os migrantes se encontram em Maceió, não é admissível que dificuldades técnicas superáveis acabem impossibilitando a destinação adequada dos recursos federais já garantidos para essa população. A secretaria já ultrapassou todos os prazos razoáveis, agora é hora de cumprir com esse compromisso para que, enfim, os migrantes em Maceió possam ter acesso a bens e serviços essenciais”, disse.

Indígenas passam por necessidades

O grupo indígena composto por mulheres, homens e crianças, famílias chegou no estado em 2021. Em Maceió, são 22 pessoas. Todos fazem parte do fluxo migratório que foi causado pela crise econômica e os conflitos políticos na Venezuela.

A Cáritas, organização humanitária ligada à Igreja Católica, faz o acolhimento e presta assistência às famílias em todo país. Em Maceió, eles contam com aluguel social e moram em apartamentos no Jacintinho. A maioria é pescador, mas nem todos conseguiram trabalho e por isso, passam por necessidades.

Bebê e mãe indígenas venezuelanos são assistidos pela Cáritas Arquidiocesana de Maceió

Reprodução/TV Gazeta

VÍDEO: indígenas venezuelanos pedem ajuda nas ruas de Maceió

Índios venezuelanos pedem ajuda nas ruas de Maceió

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