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MP-AL apura ação da Polícia Militar na Vila Emater que deixou jovem baleado

Por Naldo Cerqueira em 19/01/2022 às 22:47:50
Familiares de Walquides Santos da Silva, atingido pelas costas, dizem que houve abuso por parte dos militares. Procedimento do Ministério Público vai apurar os fatos. Familiares de Walquíades Santos da Silva, 26 anos, fizeram protesto em Jacarecica

Luciano Costa/Arquivo pessoal

O promotor de justiça Magno Alexandre Ferreira Moura, do Ministério Público de Alagoas (MP-AL), expediu um ofício determinando que a Corregedoria Geral da Polícia Militar investigue a ação de militares durante uma ocorrência policial na Vila Emater, em Maceió, onde Walquides Santos da Silva, 26 anos, foi baleado nas costas. O documento foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (19).

Walquiades está internado no Hospital Geral do Estado (HGE). Parentes disseram que ele foi confundido com um traficante e baleado por militares da Rotan quando chegava em casa na última quinta (13). A versão da Polícia Militar, segundo o promotor, é que houve troca de tiros com cidadãos infratores, um deles foi baleado e socorrido em seguida.

A reportagem do g1 entrou em contato com a assessoria da Polícia Militar para esclarecer a ocorrência, mas não tinha recebido resposta até a última atualização desta reportagem.

“Essas versões antagônicas serão investigadas pelo Ministério Público, no controle externo de atividade policial, acompanhando junto o procedimento à Corregedoria-Geral da Polícia Militar. O Ministério Público faz o controle externo da atividade policial exatamente para assegurar que a segurança pública exista, mas dentro dos princípios constitucionais, dentro dos princípios de respeito a pessoa humana. Então, é necessário a ação da polícia para combater o mal feito, o crime, mas ela tem parâmetro, ela tem limite de atuação. Não pode chegar em uma comunidade atirando, porque certamente uma bala perdida pode atingir alguém”, disse o promotor.

Um dia após a ação da polícia, foi aberto um processo contra Walquides de tráfico de drogas. No auto de prisão, consta a ordem judicial para que "a autoridade policial destrua as drogas apreendidas, guardando as amostras necessárias à realização do Laudo Definitivo, bem como remeta a arma de fogo e as munições apreendidas ao Instituto de Criminalística para elaboração de Laudo Pericial".

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