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MP-AL recomenda que prefeitos não façam festas de réveillon

Por Naldo Cerqueira em 01/12/2021 às 15:33:54
Força-tarefa justifica que surgimento da variante ômicron exige que aglomerações sejam evitadas. Força-tarefa de Combate e Enfrentamento à Covid-19 do Ministério Público do Estado de Alagoas recomenda cancelamento de festas de réveillon

Ascom/MP-AL

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL) recomendou nesta quarta-feira (1º) que os prefeitos dos 102 municípios alagoanos não façam festas de réveillon por conta da Covid. A força-tarefa de Combate e Enfrentamento à Covid-19 do órgão direcionou a recomendação à Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) para que oriente os gestores municipais.

No documento, a força-tarefa argumenta que o surgimento do variante ômicron do coronavírus exige adoção de medidas de segurança como evitar aglomerações, e que ao menos 13 capitais brasileiras anunciaram cancelamento total ou parcial das festas de réveillon, mesmo com internações e óbitos por Covid em patamares estáveis.

Contrariando a recomendação, a prefeitura de Maceió anunciou nessa (30) que as festas de réveillon estão mantidas. O Município justificou a decisão tem como base a redução de novos casos de Covid e o avanço da vacinação.

O Ministério Público explicou que também se baseou na nota oficial publicada pelo Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed) na última segunda (29), que conclamou a “população em geral a evitar aglomerações, para festejar depois, num cenário mais seguro” (confira a nota na íntegra ao final do texto).

Ainda no documento direcionado à AMA, os procuradores e promotores de Justiça ressaltam que, além das aglomerações, os eventos públicos de fim de ano gerarão em gastos de recursos públicos.

O procurador-geral de Justiça, Márcio Roberto Tenório de Albuquerque, e todos os demais procuradores e promotores de Justiça que integram a força-tarefa, orientaram à presidência da AMA que divulgue e encaminhe o referido documento, no prazo máximo de até cinco dias, aos prefeitos dos 102 municípios alagoanos.

Os prefeitos terão prazo de cinco dias para comunicar ao promotor da sua comarca acerca do acatamento ou não dos termos da recomendação. Em caso do não acolhimento, o ofício da administração pública deverá trazer as razões pertinentes ao caso que, na sequência, serão analisadas por cada promotor responsável.

Sobre as festas privadas de réveillon, a orientação do Ministério Público para as prefeituras é que “só sejam concedidas autorizações para a realização de eventos particulares caso haja efetiva comprovação de cumprimento das regras estabelecidas no protocolo sanitário de distanciamento social controlado”.

Nota do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed)

Tendo em vista os ânimos com a aproximação do fim do ano, e em seguida o carnaval, o Sindicato dos Médicos do Estado de Alagoas vem a público manifestar posição contrária a realização de qualquer evento que gere aglomeração. Ainda devido a pandemia, o momento inspira cuidado. Se por um lado vislumbramos significativa redução de casos, e boa cobertura da vacina contra a COVID-19, por outro lado temos em circulação novas variantes da doença, inclusive a mais letal já infectou alguns países. A triste experiência dos dois últimos anos não pode se repetir: perdemos milhares de vidas e entre os pacientes salvos, muitos continuam com sequelas. Portanto, recomendamos que cada um se proteja, evitando festas, shows, carnaval, enfim, aglomeração.

A classe médica, particularmente, sofreu muito com as UTIs cheias. Prezamos pela vida. Jamais imaginamos passar pelo que passamos, e nos assusta a possibilidade de retorno pandêmico dizimando pessoas de todas as idades, de forma brusca e bastante sofrida. Apelamos a cada cidadão para que colabore. Se todo mundo se proteger, podemos juntos resguardar nossa cidade, nosso estado, nosso país, nossa população, nossa família, entes queridos e a nós mesmos.

É imperativo o uso de máscaras e demais medidas sanitárias. A dose de reforço da vacina é importantíssima. Todos devem completar o ciclo de imunização. A luta dos médicos é no sentido de promover a vida. O cenário de pandemia não é bom para ninguém, e custa relativamente pouco aquietar-se nesse período de risco. Curta em casa o Natal, o réveillon, o carnaval. A melhor confraternização acontece quando temos saúde. O maior motivo a ser celebrado é a vida. Por isso, o Sinmed conclama a população em geral a ter um pouco mais de paciência, evitando aglomerar agora para festejar depois, por longos anos, num cenário seguro.

VÍDEO: DF e pelo menos oito capitais já cancelaram festas de réveillon

DF e oito capitais já cancelaram programação de Réveillon

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